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Físico Nuno Peres, da UMinho, vence Prémio Gulbenkian Ciência

Lisboa, quinta-feira, 14-07-2011
Nuno Peres, investigador do Centro de Física e professor do Departamento de Física da Escola de Ciências da UMinho, venceu o Prémio Gulbenkian Ciência 2011, anunciou a Fundação Calouste Gulbenkian.


Nuno Peres é um dos mais reputados físicos teóricos mundiais a trabalhar sobre o grafeno, a forma bidimensional do carbono, que tem uma ampla aplicação futura no domínio da electrónica.
O investigador da UMinho colaborou com Andre Geim e Konstantin Novoselov (Universidade de Manchester), que descobriram este material e ganharam o Nobel da Física em 2010. Nuno Peres, em conjunto com António Castro Neto (Boston) e Francisco Guinea (Madrid), previu a existência de uma nova forma do efeito de Hall quântico no grafeno, tese posteriormente confirmada pela dupla de Manchester e publicada em 2006 na Physical Review B. O trabalho tornou-se o artigo teórico mais citado na área da física do grafeno e o terceiro artigo português mais citado do ano. Além disso, Nuno Peres descreveu teoricamente a opacidade do grafeno, cujos resultados experimentais saíram em 2008 na revista Science, em conjunto com o grupo de Manchester.

Nuno Peres, de 44 anos, é natural de Arganil, Coimbra, e tem sido orador convidado em várias conferências internacionais, como as reuniões anuais da American Physical Society. É co-autor do mais citado artigo de revisão sobre grafeno, editado na Reviews of Modern Physics (cerca de 1700 citações). Já venceu os prémios Seeds of Science 2011, de Mérito à Investigação da UMinho e de Mérito da Universidade de Évora. É membro da Academia das Ciências de Lisboa (desde Março) e da Sociedade Portuguesa de Física (desde 1987). Foi ainda professor visitante em Turku (Finlândia), Boston (EUA) e Dresden (Alemanha).

Prémio de grande prestígio na comunidade científica

O júri do Prémio Gulbenkian Ciência 2011 foi formado por Fernando Lopes da Silva (presidente), Alexandre Quintanilha, Augusto Barroso, Luís Magalhães e Manuel Nunes da Ponte. O galardão, no valor de 50 mil euros e atribuído regularmente pela Fundação Gulbenkian desde 1976, conquistou um lugar de grande prestígio no seio dos cientistas portugueses.

Entrevista a Nuno Peres

Que aplicações práticas poderemos esperar da investigação no grafeno e porque este material é tão importante?
Há muitas promessas de aplicações, como sensores de gases, detectores de luz de diversas "cores", sensores de tensão. Mas a que será mais imediata é a sua integração em painéis tácteis. O grafeno é muito importante porque trouxe muita Física nova. Por exemplo, os electrões comportam-se no grafeno como se tivessem perdido toda a sua massa; uma situação a que os físicos de partículas chamam o regime ultra-relativista. Tal abre a possibilidade à observação de efeitos que muito têm interessado quem trabalha nos grandes aceleradores. Por outro lado, é importante para potenciais aplicações, acima referidas, e que decorrem da física fundamental do grafeno.

Que impacto traz o prémio para a equipa da UMinho e que portas pode abrir?
Penso que dará visibilidade ao nosso trabalho - bem como ao Centro de Física e ao Departamento de Física, da Escola de Ciências da UMinho - junto da sociedade em geral.

Em que outros projectos científicos de relevo está envolvido neste momento?
Estamos a trabalhar em formas de controlar absorção de luz na presença de campos magnéticos e em nano-fitas de grafeno, que poderá ter aplicações em telecomunicações.

contactos
Universidade do Minho
Escola de Ciências
Departamento de Física | Centro de Física
Prof. Nuno Peres
Tel.: 253604334
E-mail: peres@fisica.uminho.pt
Site: http://www.ecum.uminho.pt, http://fisica.uminho.pt
ficheiros anexos
Nuno Peres - curriculum vitae (128267 bytes)
 
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